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Estimada Comunidade Académica (Alunos, Pais Professores e colaboradores) e todos os que visitam o nosso site.

 

Pediram-me para escrever um texto, para o nosso site, a proposito do tempo favorável que estamos a viver: A Quaresma, preparação para viver em cheio a Páscoa do Senhor Jesus Cristo, que também será a nossa, como diz S. Paulo: se morremos com Cristo também ressuscitaremos. Neste momento, prefiro partilhar com todos os texto enviado pelas Irmãs do nosso Governo Geral:

 

Hoje abre-se para nós um tempo particular. Quaresma é uma palavra que nos recorda sacrifícios, penitências e renúncias, paramentos roxos, pouca ou nenhumas flores, um ambiente sério. Aquilo que nos fica na mente é que é preciso fazer sacrifícios, renunciar...mas aquilo que talvez não saibamos  é o porquê, para que coisa, para quem...

A Quaresma é triste porque nos faltam as motivações para vivê-la, porque se torna um tempo mais imposto do que oferecido, torna-se mais um peso do que uma oportunidade.

Abre-se hoje para nós um tempo para encontrar as motivações, para des-cobrir quais os âmbitos da nossa vida que temos necessidade de pôr um pouco mais de ordem. Três são fundamentais: oração, esmola e jejum. Três relações fundamentais da pessoa: com Deus, com os outros e consigo mesma.

A Quaresma não é um tempo para fazer “qualquer coisa para Deus”, mas é o tempo oportuno para fazer qualquer coisa para  nós mesmas, para melhorar a qualidade da nossa vida e das nossas relações.

Tu és o meu filho amado. Estas são as últimas palavras que Jesus escuta antes de ser impelido a ir ao deserto. Palavras de confiança e de estima da parte de seu Pai, palavras que declaram um amor que vem antes, um amor que permanece “agarrado” a Jesus seja qual for a escolha que fizer e em qualquer situação em que se venha a encontrar.

São palavras que resistem ao deserto. Jesus experimenta que o amor de seu Pai atravessa com Ele o deserto da sua vida. A palavra deserto faz-nos medo, acorda os fantasmas da solidão, do abandono, da fome e da sede, do cansaço e da morte, mas as passagens no deserto são determinantes para conhecer aquilo que verdadeiramente se encontra dentro de nós. O deserto desenha-se como um espaço para fazer calar tantas vozes que habitam a nossa vida e para escutar a Boa notícia de um amor que não deve ser conquistado ou merecido mas simplesmente acreditado e acolhido.

Mas os tempos desta experiência não somos nós a decidi-los, neste espaço da nossa existência somos impelidas pelo Espírito. O favorecimento e o amor de Deus não nos tiram da situação em que nos encontramos. O amor não nos livra dos nossos desertos, pelo contrário lança-nos mais dentro, mais em profundidade. E no deserto, só podemos permanecer se de qualquer modo tivermos um pouco de confiança em nós mesmas, só quando acreditarmos poder ser aceites por aquilo que vivemos, que sentimos, que desejamos, sem reservas.

O acolhimento da Boa Notícia não é uma questão de vontade ou de mérito mas de entrega, na confiança, a uma palavra que nos precede, abraçando-nos nas situações reais que vivemos.

O amor de Cristo nos impele, diz S. Paulo. O favorecimento e o amor de Deus não nos retiram da condição em que nos encontramos, o amor de Deus não nos põe fora, mas nos impele ainda mais profundamente nos desertos que vivemos. O tempo da Quaresma é o tempo oportuno para descobrir a essencialidade, para descobrir que o deserto ainda hoje é um lugar no qual o Senhor fala ao coração.

 

Suplicamo-vos em nome de Cristo: Reconciliai-vos com Deus...

Exortamo-vos a que não recebais em vão a graça de Deus. Ele diz:”Ouvi-te no tempo favorável e ajudei-te  no dia da salvação”

É este o tempo favorável;  este é o dia da salvação!                                                                                                                                    

(2 Cor 5,20;6, 1-2)

 

A Quaresma é o tempo oportuno para nos treinar a fazer o bem, bem feito.

Unida na mesma caminhada rumo à Páscoa.

 

A Diretora Geral

Irmã Maria da Conceição Oliveira